terça-feira, 30 de abril de 2019


A Rebeldia de Escrever Cartas

Escrever cartas nos dias de hoje me parece um ato de resistência... Resistência, sim. Numa sociedade onde todos se comunicam através de uma tela, escrever com lápis ou caneta, num papel, me parece quase um ato de rebeldia!
Comecei a escrever cartas desde nova, mas nunca tive um fluxo constante. Sempre gostei da magia de receber algo, pelo Correio, que tivesse sido feito por outra pessoa, pensado e enviado por ela. Aquele papel foi tocado, cuidado com carinho e nele tem pensamentos, sentimentos de outra pessoa. Adoro essa sensação. A sensação que aquele papel traz. Sinto algo parecido quando compro um livro no sebo. Sempre imagino de quem foi, quem leu aquelas páginas, como leu e interpretou aquela história. Adoro quando vem assinado, porque aí que minha imaginação vai longe. Mas a carta tem algo a mais, porque todo esse trabalho foi dirigido a você.

Comecei trocar cartas de uma maneira mais sistemática desde 2017 num grupo destinado a outros assuntos, mas surgiram algumas trocas temáticas de cartas e comecei a participar de todas. Além disso, tinha uma lista de aniversariantes do mês. Eu amava demais enviar cartões de aniversário para todos da lista, mesmo sem conhecer. Ainda hoje tenho muita vontade de continuar fazendo isso, mas infelizmente não tenho tido muito tempo para colocar a minha correspondência em dia e com isso tenho priorizado as cartas que preciso responder. Tenho correspondentes desde esses primeiros meses e com quem troco até hoje e sempre aparecem correspondentes novas. 
O que mais acho interessante nesse movimento é o quanto isso de fato tem aproximado as pessoas. Porque além das cartas, as pessoas estão se encontrando de fato, ao vivo e toda essa troca de carinho tem sido essencial numa sociedade tão vazia de afeto como estamos vivendo hoje. Recebo relatos maravilhosos de verdadeiros encontros de almas através das cartas... muitos abraços partilhados, muitas vidas partilhadas. Fico muito feliz de participar de todo esse movimento.

Existe um movimento internacional grande de troca de cartas hoje em dia. Existem muitos grupos no facebook, muitos perfis no Instagram dedicados exclusivamente a isso. Tem grupos como As Loucas da Papelaria, que esse não é o foco principal, mas acontecem muitas trocas temáticas  e livres por lá. Além disso, tem lugares onde você pode escrever cartas para idosos, por exemplo e poder preencher um pouco a vida dessas pessoas institucionalizadas. 
E aí? Ficou com vontade de escrever algo pra alguém? Escreva, marque pra tomar um café, esteja com as pessoas! Isso fará, com certeza, toda diferença na sua vida!

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Habibi


Fui apresentada a esse livro pelo meu pai, que como alguns já sabem, é super fã de quadrinhos. Demorei muito tempo para iniciar a leitura por se tratar de um livro muito grande, que não dá para ser carregado por aí, como a maioria dos livros que costumo ler. Então tinha que ser em casa e infelizmente nem sempre tenho muito tempo de ler em casa no dia a dia. Mas consegui! Fiquei completamente apaixonada pela história! Muito feliz de ter aceito o desafio de ler um livro tão grande! Rsrsrs Mas quadrinho, mesmo sendo grande, normalmente flui muito mais do que livros em prosa e acabei terminando muito antes do esperado.

O livro foi escrito por Craig Thompson, que já havia feito um enorme sucesso com a premiada grafic novel Retalhos, que ainda não tive a oportunidade de ler. O autor nasceu em 1975, nos Estados Unidos e em 1999 iniciou sua carreira como quadrinista.

Habibi se trata de uma saga de dois escravos fugitivos, uma garota e um bebê, que se unem e se separam durante a história. Dodola e Zam crescem juntos, isolados num navio naufragado no meio do deserto, e passam o tempo contando histórias sobre a origem do Islamismo e suas tradições. Somos levados a um lugar fantasioso em algum ponto no Oriente onde observamos uma forte crítica social e com relação a problemas ecológicos no contexto.

Craig Thompson levou 7 anos pesquisando e escrevendo esse livro, então o que temos em mãos é um trabalho muito dedicado e minucioso em relação ao contexto Islâmico. De fato um livro muito impactante! Vale a leitura!

Habibi - foto de divulgação

Craig Thompson - foto de divulgação

terça-feira, 9 de abril de 2019





Quando o virtual transborda amor para o real


Nesse final de semana teve um outro encontro da Tag - Experiências Literárias e fiquei muito tocada com a mudança de Estado de uma das participantes do grupo, na verdade, nossa anfitriã há quase 1 ano nos encontros. Percebi, no momento que ela falou da sua saída, o quanto já estava conectada a ela e nem tinha me dado conta de quanto sentimento estava presente ali.

E aí tudo isso me fez pensar o quanto é importante no meio desse momento tão virtual, onde as relações se dão através de uma tela fria, mantermos esse contato real, na vida real...

Participo de duas grandes comunidades na internet. Uma comunidade tem relação com meu hobby por papelaria, planner, mundo postal. A outra comunidade relacionada a um outro hobby importante para mim, que é a leitura. Frequento muitos grupos com esses temas e no caso da papelaria, tenho até o meu próprio grupo.

Desde o início, conhecendo as pessoas através do mundo virtual, me sentia impelida a estar com aquelas pessoas, que elas fizessem, de alguma forma, parte da minha vida de maneira mais concreta! Queria poder sentar, tomar um café e conversar longas horas com as pessoas com quem me relacionava pela internet através desses grupos. Nos grupos de papelaria, tem também muitas trocas de cartas e isso ajuda ainda mais a aproximação. Não tem mais a tela entre vocês e o que você recebe foi tocado pela outra pessoa, criado por ela, pensado por ela para te levar carinho... e isso já faz toda diferença.

Mas ainda faltava algo. Ainda faltava o toque, o abraço. Eu não sei quanto a vocês, mas sou super abraçadeira! hahahahah Adoro dar e receber abraços... e isso me faz falta, esse contato. Então eu comecei a frequentar e ajudar a organizar esses encontros entre pessoas e posso te dizer que está sendo cada vez mais incrível estar com pessoas e ter relações reais, verdadeiras, cheias de carinho, sem a tela fria de interlocutora. Acho que a gente está realmente precisando mais disso! Acho importante demais, num momento de tanta intolerância e de tanto descaso com o humano, que cuidemos de ser mais humanos!

Se você é de café, chame para um café, se você é de chopp, tome um chopp! Mas não deixe nunca de estar no mundo real com pessoas queridas. Sim, relacionamentos ao vivo tem problemas, as pessoas não vão dizer sempre o que você quer ouvir e você não vai poder bloquear e desligar no meio de um encontro real, mas as experiências serão muito mais enriquecedoras para sua vida!

Deixo aqui para vocês, fotos dos meus últimos encontros com essa galera linda que conheci através da internet, mas que já fazem parte da minha vida! Experimentem... Vai doer as vezes, como a saudade que a Larissa Bosco vai deixar, mas valeu a pena cada segundo que pude passar com ela ao vivo. E não pensa que você se livrou de mim, porque agora você passará a ser minha correspondente e vamos trocar muitas cartinhas ainda!

2o. Encontro d'As Loucas da Papelaria

Último Encontro da Tag - Experiências Literárias

Nova geração de leitoras e amigas através do encontro da Tag