sábado, 13 de agosto de 2022

A Louca por livros - Livros lidos em Julho de 2022


Como fechei o meu canal no Youtube, A Louca por Livros seguirá por aqui com a listagem das leituras do mês. Esse mês acabei lendo mais do que eu esperava. Afinal não ando esperando muito com todas as mudanças na minha vida. Mas foi produtivo... Agosto não será tanto. Estou emperrada num livro! 

1) Story - Livro de Robert Mckee. Li esse livro durante uns 3 meses acompanhada de um grupo que montei chamado Conversando sobre a Escrita. Fizemos recentemente o encerramento dele com a presença do Fabio M Barreto e foi muito legal. Basicamente esse é um livro sobre roteiros. Tem todo um esquema de como escrever roteiros comerciais. Foi cansativo de ler, porque são muitas informações, mas foi muito enriquecedor. Para quem gosta de escrever, vale super a pena. Livro obrigatório!

2) No seu pescoço - Livro de Chimamanda Nogozi Adichie enviado junto a Trilha Vozes Negras da Tag-Experiências Literárias. É um livro de contos. Levamos um tempinho para ler numa leitura coletiva, porque quisemos ter a oportunidade de discutir conto a conto. Claro que quando o livro é de contos, gostamos mais de uns do que de outros. Não vou comentar aqui sobre cada conto em específico, mas posso dizer que todos valem ser lidos. A escrita da Chimamanda me encanta cada vez mais.

3) É assim que se perde a guerra do tempo - Livro de Amal El-Mohtar e Max Gladstone discutido no clube do livro Tintaglia. Tive muita muita dificuldade de ler. Ele é um livro de ficção científica que se passa num universo onde os limites do tempo e do espaço seguem tranças e as duas personagens narradoras são de alguma forma inimigas e confidentes. Juro, fiquei muito confusa com o livro. Ainda não assisti a discussão que teve sobre ele e talvez entenda mais um pouco depois disso. 

4) K - Livro de B. Kucinski enviado pela Tag-Experências Literárias no mês de Junho de 2022 no clube Curadoria. Esse livro foi definitivamente o preferido do mês. Ele é meio autobiográfico. Na verdade o escritor narra ficcionalmente o desaparecimento da sua irmã, durante a Ditadura Militar no Brasil através da visão de seu pai. É um livro muito comovente, intenso. Além disso, muito pertinente para esse nosso momento.

5) Greenwich Park - Livro de Katherine Faulkner enviado pela Tag-Experências Literárias no mês de Junho de 2022 no clube Inéditos. Também gostei muito desse livro. O verdadeiro vira páginas. É um livro tipo de suspense daqueles que você vai até o final sem saber quem tem culpa do que. O final é realmente surpreendente. A história se passa em Londres. A protagonista está grávida, depois de muitos abortos espontâneos anteriores e conhece uma pessoa peculiar num grupo de gestantes. Ainda são personagens seu marido, seu irmão mais velho, a esposa e o irmão mais novo. É um rolo só desses personagens todos!

6) Entrevista com Vampiro - Livro de Anne Rice. Essa leitura foi indicada pelo grupo Leia Mulheres Niterói. Achei, como sempre, o livro muito mais interessante que o filme. Porém é uma boa adaptação. Acho que fazer como está no livro ia ser polêmico demais. Afinal, no livro, a Claudia, a vampira criança, é muito sexualizada e tem umas cenas meio chocantes. Então acho que não dava realmente pra colocar aquilo tudo no filme, porque inclusive ia dar problema com a atriz menor de idade. Bem, acho que não precisa falar muito dele, porque é um livro antigo e acho que todo mundo já viu esse filme.

7) O Caso Meursault - Livro de Kamel Daoud. Esse livro é indicado pela Tag-Experiências Literárias no Volta ao Mundo em 50 livros. Ele é como se fosse uma outra versão do Estrangeiro de Albert Camus. O narrador é o irmão mais novo do árabe que foi assassinado pelo Meursault no livro do Camus. É contado como se fosse uma história real que saiu na impressa, essas coisas. Fala dos impactos do assassinato a família dele e a relação com o contexto histórico da Argélia na época da Independência.

Bem, esses foram os livros terminados em Julho... comecei alguns que não vou terminar tão cedo e alguns que vocês verão por aqui na próxima listinha! Até lá!

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

O fim de um ciclo e início de outro


Em Dezembro de 2016 iniciei o canal do Youtube As Loucas da Papelaria com Mônica, porque ela queria muito. Como ela só tinha 11 anos, eu disse que só teria um se fosse comigo e eu ia monitorar. Como a paixão por papelaria era comum as duas, escolhemos esse tema. Também foi o ano que compramos os nossos primeiros planners e entramos nesse universo planerístico! 

Em Fevereiro de 2017 resolvemos abrir um grupo de mesmo nome no Facebook. Os vídeos, no início, eram relacionados principalmente com compras e decorações da semana nos nossos planners, mas sentimos necessidade de uma interação maior, por isso a abertura do grupo. No Facebook acabamos crescendo muito e acabei precisando de ajuda, aí que entraram Pat e Camila. Conforme o grupo foi crescendo, fomos começando a encontrar pessoas aqui em Niterói que também tinham a mesma loucura e formamos um grupo bacana! Desse grupo, Camila e Pat foram as que ficaram mais próximas e acabei chamando-as para a moderação. Mik entrando um pouco depois.

Nesse momento, o que estava em alta no grupo era a troca de cartas! Cheguei a ter quase 100 correspondentes espalhadas pelo Brasil e pelo mundo! Foi uma experiência incrível. Ainda restaram algumas correspondentes, apesar de eu estar muito devagar nas cartas. Ah, Mônica já tinha pulado fora do barco há muito tempo! Eu fiquei sem ela e tudo ficou mais de responsabilidade minha mesmo. O que foi um pedido dela, virou uma loucura só minha, que eu compartilhava com muitas pessoas que foram se agregando ao grupo. 

Ficou tão evidente o quanto isso nos fazia tão bem, que eu, Camila e Simone resolvemos abrir As Papeleiras Malucas. Na nossa lojinha online fazíamos kits lindos de scrap. A ideia era as pessoas terem acesso a material importado sem gastar tanto e com aulas para saber como usar o material. 

Com o início da pandemia, houve uma queda importante na produção artística e na troca de cartas, porque não tinha como fazer nada. Surgiram vários cursos on line de scrap e acabei mergulhando de cabeça no scrap. Mas as vendas da loja ficaram cada vez mais difíceis, principalmente com a dificuldade de importação de material. Tentamos nos reinventar algumas vezes até que resolvemos pausar a loja. A vida estava caótica e não estávamos conseguindo focar nesse trabalho. 

Com o tempo praticamente parei com as cartas, com a produção de cartões, saí do planner e fui para o TN e fiquei mais focada na produção de layouts de scrap e quadros baseados em livros lidos. Comecei a escrever e a ler cada vez mais. Devido as reviravoltas que a vida dá, acabei finalmente me inscrevendo na seleção do doutorado. Depois de um longo processo de organização e seleção, finalmente fui aprovada e agora esse é o meu novo desafio.

Como tenho aprendido no Planejamento Selvagem, a gente tem que podar pra florescer, então tive que fazer o exercício de pensar no que devia abrir mão nesse momento. Meu doutorado faz parte de um plano maior de um dia poder ser professora universitária. Um sonho antigo! Então preciso de dedicação, agora que finalmente chegou o momento certo para isso acontecer. 

A poda foi então n' As Loucas da Papelaria. Tinha que ser... porque era o que estava capengando e precisava morrer para alimentar o ciclo vida-morte-vida e a vida poder seguir. Isso não quer dizer que deixarei de fazer scrap, que abandonarei de vez os meus papéis. De jeito nenhum, inclusive estou num momento muito prolífero de organização do meu espaço de scrap. Ele só vai ter outro lugar, outra estratégia. Vai voltar a ser só diversão, só entretenimento.