sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Mary Poppins!!!


Quando fui finalmente a Disney com Mônica em Janeiro de 2016, um dos parques que mais gostei de visitar foi o Epcot. Principalmente por conta do passeio pelos países... Gostei de várias coisas que visitei no parque, mas gostei principalmente da Inglaterra. E não foi só porque tava rolando um show super bacana com várias músicas dos The Beatles, nem por causa da casa de chá maravilhosa da Twinings, que amo demais... mas por causa dos personagens. Lá encontramos o Ursinho Pooh e o Tigrão, a Alice e a mais especial e praticamente perfeita Mary Poppins!
Sempre fui completamente apaixonada pela personagem, mas lá fiquei ainda mais apaixonada... Ela foi encantadora, queria saber como eram as boas maneiras no Brasil, conversou conosco como se não tivesse fila pra tirar foto com ela! hahahahaha Foi um encontro incrível!
Há muito esperava por um novo filme dessa personagem e finalmente ele foi lançado. Num primeiro momento, a gente fica morrendo de medo de que não seja muito legal... que estraguem o filme e toda a magia! Mas não... achei o filme praticamente perfeito!
Primeiro, preciso começar falando da própria personagem, não podia ser de outra forma. A Emily Blunt está maravilhosa no papel. Acho que ela conseguiu captar a essência da personagem e honrou com sua atuação todo o trabalho feito pela Julie Andrews. Apesar delas terem algumas diferenças sutis, não houve uma quebra no personagem, como acontece em alguns remakes ou reboots de algumas histórias. O Lin-Manuel Miranda também está ótimo. Apesar de ele não estar fazendo o personagem Bert, ele entrou nesse lugar de alguma forma, porque é uma referência.
Achei muito bacana também a quantidade de referências ao filme antigo que aparecem a todo momento. Eu quis rever o primeiro Mary Poppins recentemente e achei um monte de cenas que tinham tantas relações diretas... fantástico... não vou falar aqui, porque não quero dar spoiler nesse texto! hahahahah
Duas incríveis participações no filme também merecem ser comentadas: A Meryl Streep que como sempre está impecável!!!! A cena dela faz referência a cena do tio da Mary Poppins do primeiro filme e sinceramente, achei a cena infinitamente melhor. Não só pelo conteúdo da cena, mas pela deslumbrante performance da atriz! Outra cena imperdível foi a do aparecimento do Dick Van Dyke! Meldels, ele nem parece ter a idade que tem! Impressionante a habilidade dele e que momento épico do filme! Emocionante de ver!
A trilha sonora está maravilhosa e tem algumas músicas em especial que são muito tocantes. Gostaria de destacar a Nowhere to go but up! Essa música me marcou durante o filme e pra mim numa das cenas mais lindas do filme! E super útil e pertinente para o nosso momento sombrio atual! Pena que não teve nenhuma música repetida, gostaria de ter revisto pelo menos a Supercalifragilisticexpialidocious. Fiquei esperando por essa música o filme inteiro.
Conclusão, Mary Poppins voltou na hora certa para nos animar e podermos ver o mundo com outros olhos, de cabeça pra baixo, mudar a nossa perspectiva!
Espero que vcs vejam o filme, porque super vale a pena e tenham gostado desse pequeno texto sobre esse filme imperdível! 

domingo, 6 de janeiro de 2019

Primeira Leitura de 2019!

Ganhei esse livro de amigo oculto do grupo de discussão que tenho participado da Tag- experiências literárias. Foi sorteado na hora e eu tirei a Larissa Bosco, nossa anfitriã, e ela me tirou. A ideia era comprar um livro que fosse importante pra você, como se fosse um curador. Então escolhi o livro Bordados da Marjane Satrapi, a mesma escritora de Persépolis. Achei que fazia sentido comprar um livro que fosse em quadrinhos, pois esse é um gênero que tenho gostado muito e gostaria muito que outras pessoas pudessem ter acesso. Acabou que é um livro que ainda não li, mas como li e vi o filme Persépolis, achei que deveria ser tão bom quanto e estava na minha lista de desejos. 
Eu ganhei Úrsula de Maria Firmina dos Reis. Na hora que abri o livro não tinha a menor ideia do que se tratava. Soube depois que estava um certo frenesi em torno desse livro por conta do centenário de morte da autora. Larissa me disse que escolheu o livro por se tratar do primeiro livro escrito por uma mulher negra no Brasil. Daí já me interessei!
Qual não foi a minha surpresa que na verdade o livro tinha sido escrito em 1859!!!!! Vocês conseguem imaginar uma mulher negra escrever um livro nessa época?! O processo de fim da escravidão começou 9 anos antes com a Lei Eusébio de Queirós, que proibia a entrada de africanos escravos no Brasil... Somente 21 anos depois, houve uma nova "conquista", que foi a Lei do Ventre Livre e em 1885 a Lei dos Sexagenários, para somente em 1888 ser assinada a Lei Áurea! Todo um processo muito lento e cruel.
Fico imaginando como deve ter sido o lançamento desse livro nesse contexto. Maria Firmina não era escrava, recebeu educação formal e viveu durante um tempo de sua vida com certo conforto, o que favoreceu e muito que pudesse ter escrito o livro. Ainda sim, acredito que tenha sido vista como uma ousadia grande para época.
O livro, apesar de tocar forte nas falas de seus personagens em ideias abolicionistas, não se trata de um tratado sobre isso. Na verdade, nem os personagens principais do romance são negros, o que me deixou um pouco decepcionada. Na verdade se trata de um romance com muitas voltas onde temos muita tragédia para temperar o livro. Sua linguagem é bem difícil e por várias vezes tive que recorrer ao dicionário, pois não são usadas palavras correntes do nosso vocabulário. Ainda sim uma leitura interessante e necessária.
Essa edição vem com dois textos antes do livro em si que eu preferiria ter lido ao final. Sugiro ao leitor, que leia somente depois de ter lido o romance, porque de fato são longos e acabam dando muito spoiler do livro em si. Acho interessante dar uma pesquisada sobre o livro, a autora e o contexto histórico antes, mas não tão profundo como é colocado nesses dois textos.
Além da linguagem da época, a religiosidade é algo marcante no texto, que também tem relação direta com seu contexto histórico. Presente em quase todos os momentos do romance e conduz um pouco as ações de muitos personagens do livro até o seu final.
Bem, como vcs já sabem, esse blog não tem nenhum compromisso em fazer uma crítica literária aprofundada, só tem o interesse de sugerir algumas coisas que venho lendo ou vendo por aí para que vcs possam ter algumas ideias e sugestões.