domingo, 22 de setembro de 2019

Meu adeus a Zita

Não sei se tenho o direito de escrever esse texto, pois afinal Zita não era minha. Foi dada a minha mãe pelo Marcello, meu marido. Lembro do momento em que fomos escolhe-la e que minha mãe se apaixonou por ela num primeiro olhar. Aquela gatinha tela plana, com o pelo todo escurinho. Minha mãe logo pensou que seu nome seria Zita. Esse era o nome da minha bisavó que amava demais seus gatos. Eu lembro dela sentada na sua poltrona comendo e alimentando seus gatos de seu próprio prato. Apesar de ser a nojentinha da família, nunca olhei aquilo com qualquer sensação de desagravo, para mim era lindo vê-la rodeada dos gatos e convivendo com eles como pares. Não sei se sou gateira por conta disso, só sei que me identifico com os gatos, me adapto a eles e eles se adaptam a mim. Amo demais todos eles e amo também os gatos que não são meus, como a Zita. Ela me identificava quando chegava na casa dos meus pais e gostava do meu carinho. Ela era um tapete rsrsrs vivia esparramada em algum lugar. Quando era mais nova, gostava de brincar, mas gatos persas são assim, muito preguiçosos... gostam mesmo de ficar no canto deles, tomando um solzinho, felizes com um carinho. Essa bichinha me cativou e sexta-feira ela se foi! A última vez que a vi me deixou muito triste, porque vi que ela não estava mais muito por ali. Mas é duro entender essa história que vivemos mais que eles. É duro vê-los partir. Mas seria muito mais duro viver sem eles! Eles trazem outra dimensão pra nossa vida! Quando a minha gata Milla morreu, ela era um pouco mais velha que Zita, eu não consegui escrever nada sobre isso, mas agora acho que consegui escrever, porque pude elaborar o meu luto. E digo uma coisa pra vocês, valeu cada minuto que estive com ela e sei que ela foi feliz aqui na minha casa. Então, por isso que nunca deixarei de ter gatos. Eles fazem toda a diferença na minha vida e na da minha família. Só não gosta de gatos quem nunca teve um!







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