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Arte inspirada no livro Snowglobe feita por Lina Nunes
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Desde o ano passado venho passando por uma descoberta intensa com a arte em suas diversas formas. Isso tem me salvado de muitas situações em que me vejo em total desespero. A escrita tem sido uma forma de poder trabalhar todas essas sensações dolorosas.
Resolvi no final do ano passado a me dedicar mais a isso. Sempre quis escrever um livro, tive várias idéias, vários começos e nada definitivo. Resolvi então me aprofundar. Procurei pela produção de autores que mais gosto e achei o podcast GENTE QUE ESCREVE através do Rob Gordon.
Ouvir já foi um desafio para mim. Tenho muita dificuldade de manter a atenção, imagina com algo que não tem algo para fixar o olhar? Mas tracei uma das minhas estratégias de manter o foco em mais alguma coisa e consegui. Me apaixonei! E conheci Fábio M Barreto.
Com o tempo fui sentindo necessidade de mais, comecei a apoiar o podcast, no Catarse e, por conta disso, entrei num grupo no Telegram. Lá tive a notícia que agora, em Janeiro de 2021, começaria a última turma do curso dele de escrita, o CRIE. Não podia perder essa oportunidade! Fiz mágica para conseguir o dinheiro e me inscrevi! Vocês não imaginam a ansiedade que me toma de pensar que está tão pertinho de começar um passo tão importante. Como ia iniciar o curso logo, achei que seria muito interessante que pudesse ler algo do Fábio M Barreto. Então escolhi seu último livro, vencedor do III Prêmio Le Blanc em 2020 e um dos finalistas do Prêmio Argos de 2020.
É um livro delicioso, li em 3 dias, já trabalhando e só parava de ler porque sabia que tinha que fazer outras coisas. Acho que se tivesse um dia inteiro para ler, eu terminaria em um dia, talvez num dia e meio!
A história se passa num futuro não definido por datas, onde tudo parece muito com o que vivemos hoje, porém com muito mais tecnologia. A tecnologia inclusive parece ser um personagem. Tomando um lugar importante na interação entre as pessoas e das pessoas com o mundo de uma forma quase que exclusiva. Me lembrou muito de Wall-E, com aquelas telas e o copão do dia.
Dos personagens humanos, temos cientistas em busca da viagem no tempo, executivos querendo dominar o mundo, amores, romance e um personagem que é super engraçado. São personagens bem construídos que fazem você se envolver com a história de uma forma quase mágica. E o final... surpreendente!
Super recomendo essa leitura e fico feliz demais de ter encontrado o Fábio M Barreto e seu grupo! Muito obrigada pela injeção de ânimo nesse momento tão duro!