quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Especial para o Grupo Livros+Filmes= Ótima Combinação

Conforme combinado com o pessoal do Grupo do Facebook Livros+Filmes=Ótima Combinação, vou escrever sobre a minha impressão sobre o livro e o filme Comer, Rezar e Amar.
Bem, primeiro eu já havia assistido o filme quando sugeriram esse livro para o nosso debate. A impressão que fiquei da primeira vez que vi, que era um filme comercial, sobre um romance. Lembro que fiquei um pouco impressionada com a exposição da autora, contando sua vida assim em alto e bom tom para que todos pudessem ouvir.
A partir da indicação do grupo, fui ler o livro, meio a contra-gosto, achando que não seria uma boa literatura. De fato não é um livro clássico, linguagem simples e direta, bem informal. Ela é uma escritora americana típica dos best-sellers americanos, nada demais, mas o livro tem umas partes muito legais!
Para minha surpresa, o livro foi dividido em 3 partes iguais. A impressão que tive vendo o filme é que a Itália passava super rápido, a India se arrastava e Bali era o ápice do filme e por isso ganhava o maior tempo! Quando vi pela segunda vez o filme, fiz questão de marcar mais ou menos os tempos e não há uma diferença tão gritante como eu imaginava! Mas acho que isso um ponto para o filme, porque passou a sensação dos lugares...
Logo de início achei interessante como ela descreve sua falta de intimidade com Deus. Isso logo chama a atenção por sermos um povo latino com todas as tradições judaico-cristãs, junto com a miscigenação com a vinda dos povos africanos e com as crenças indígenas. É muita mistura religiosa para ter alguém no nosso mundo que nunca tenha se dirigido a Deus, em nenhum momento da sua vida!
Ainda quando ela está falando das suas dúvidas, antes de partir para a viagem, uma frase ficou muito marcada pra mim: "Ter um filho é como fazer uma tatuagem na cara. Você precisa realmente ter certeza disso antes de se comprometer." Nunca vi alguém resumir a responsabilidade dessa escolha de forma tão clara! Achei fantástico!
No livro fica mais claro como ela financiou a viagem, no filme parece meio loucura e não fica tão claro que aquilo, além de uma busca pessoal, também se tratava de um trabalho.
Ela então finalmente vai para a Itália! Eu amei a parte da Itália! Quando ela fala da sua paixão pela língua, me dá uma enorme vontade de aprender italiano também! Ela conta que o italiano foi "inventado" juntando todas as palavras mais lindas de todos os dialetos da região. Foi uma língua criada para servir ao belo. Por isso é tão lindo! E não preciso nem falar da comida! Mas a melhor frase em italiano é "dolce far niente"! Descobri que devo ser italiana e nem sabia!
No livro temos muitos mais detalhes, do que no filme e como já havia visto o filme fiquei procurando muitas vezes na memória as cenas e acabei criando memórias a partir do que lia! Eu conseguia imaginar uma cena, a partir do que tinha lido, usando os atores e locações do filme!
Ela chega na Índia e novamente o filme perde muito para o livro! Nos dois meios é parte mais arrastada, mas no livro fica mais interessante pelas explicações que ela dá sobre como funciona tudo no ashram, sobre a meditação e de suas sensações que não teria como colocar no filme, nem que a Julia Roberts fosse a melhor atriz do mundo... ou através de narração, como outras várias partes são, mas acho que já tinha o suficiente...
Na parte de Bali, enfatizou muito o romance e pouco outras coisas no livro que eram bem legais, como e relação dela com Wayan e Tutti e toda aquela história da casa. Também fiquei apaixonada por Bali! Terminei o livro morrendo de vontade de fazer as 3 viagens e me identificando bastante com ela, no seu modo de ver determinadas coisas e de lidar com tantas outras. E se eu estava em dúvida sobre iniciar a meditação com mais afinco, não tenho mais essa dúvida! Vou apostar nisso para melhorar minha saúde!
Após terminar o livro, resolvi rever o filme. Para mim foi muito mais interessante! Partes que tinham passado desapercebido, o andamento do filme, seu tempo, seu movimento, tudo ficou bem mais claro!
Adorei a experiência! Agora vamos para o próximo livro-filme escolhido!

O Livro do Cemitério

Quando você acha que já inventaram de tudo na ficção, se depara com alguma coisa nova. Neil Gaiman sempre muito criativo, consegue inovar!
Eu fui apresentada a ele pelo meu pai, que curte muito quadrinhos. Primeiro, na adolescência, foram os quadrinhos do Sandman, onde me identificava com a personagem Morte. Depois o livro Coraline, que inclusive já foi adaptado para o cinema. O filme também é muito bacana!
O Livro do Cemitério eu li agora no Carnaval e fiquei encantada e feliz de ter recebido mais essa indicação do meu pai.
O livro me surpreendeu a cada momento. Lógico que tem coisas, que até dava pra imaginar ou prever, mas o livro, como um todo, é uma grata surpresa. Super tranquilo de ler, li em dois dias só.
Vale a indicação... Não vou falar muito sobre o livro, porque não quero estragar... O ideal é lê-lo sem nada saber dele! Lógico que pessoas que não gostem de temas mórbidos, já sabem que pelo nome, não devem gostar! rsrs
Boa leitura!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

The Kennedys

Ontem acabei de assistir, finalmente, a mini-série The Kennedys.
Não conhecia muito bem a história, na verdade, nunca me interessei muito pela história americana, não sei se por implicância, ou por mero desinteresse mesmo. Mas como adoro ver uma série, vi um episódio e acabei me interessando.
No início, pude acompanhar sem maiores problemas, depois fui tendo algumas dificuldades com os vai e volta no tempo... Foi ficando complicado... Outra coisa que me chamou a atenção, foi que eles só falaram da família que sofreu... só desgraça, mas a mãe deles teve 8 filhos e só 4 aparecem... todos os que apareceram tiveram algum final trágico! Inclusive o pai, que ficou sequelado de um AVC.
A Jacqueline Kennedy dá pena de ver algumas vezes... será que essa mulher foi realmente assim?! Eu sempre tive a impressão de que ela era uma mulher super forte, mas na série não me deu essa impressão.
Outra situação que eu achei interessante... foi a situação de saúde do JFK. Não é dito claramente o que ele tem de saúde na mini-série, então como eu não tinha essa informação antes, fiquei a ver navios. Mas ele parecia quase incapacitado, sempre com muita dor, quase não conseguindo se mover... Como um homem desses conseguia ter tantas amantes?! Impressionante! E na mini-série ainda parecia algo doentio, parecia que ele não tinha controle sobre aquilo, como se fosse compulsivo por sexo. E a Marilyn Monroe? Eu achei que ela era super importante, que ia aparecer muito... ela só faz uma ponta! rsrs Mas isso talvez se deva a minha ignorância e não a história real, mas me chocou ver que eles colocaram o suicídio dela relacionado com o rompimento da relação com o JFK. Foi isso mesmo? Estava assim tudo tão relacionado? Porque então ela aparece tão pouco? E porque não colocaram a tão famosa cena do aniversário, quando ela sai do bolo?!
Por último, uma coisa me deixou com a pulga atrás da orelha. a série ficou quase que reforçando uma imagem muito boazinha de todos os Kennedys, apesar das suas falhas morais. Mas o pai, parecia quase o poderoso chefão, eles chegaram pobres nos EUA e ficaram milhonários! De onde saiu tanto dinheiro?! Eles falam claramente de compra de votos, como se fosse a coisa mais natural do mundo e como se fosse totalmente ético. E ficou a seguinte impressão no final... tá vendo, eles tentaram ser bonzinhos, eram muito corretos e éticos e por isso, foram assassinados! Ui! Que idéia maravilhosa! Se vc quiser ser honesto, ético, pensar na sua população de fato quando for um político nos EUA, cuidado para não ser assassinado!
Apesar disso tudo, gostei da mini-série, mas como entertenimento, achei legal a caracterização da época, a fotografia, mas não como informação. Não veja caso você queira ver uma série histórica, porque não é. É apenas uma história com acontecimentos dramáticos.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

As várias idades do Carnaval!

Adoro o Carnaval desde muito pequena, desde que me entendo por gente... por vários motivos diferentes com o passar dos anos... Quando era bem pequena, gostava do Carnaval pelo simples fato de ser a época do ano que podia me fantasiar sem problemas. Sempre adorei me fantasiar! sair na rua fantasiada, ficar em casa fantasiada, tudo era uma festa! Não gostava nem um pouco de ir aos bailes em clube, minha mãe sempre dizia que tentava me levar, mas eu não me divertia. Dos blocos de rua, eu tinha medo!
Um pouco maior, quase adolescente, comecei a me interessar pelos blocos e bailes, mas ainda de maneira discreta. Mas lembro de ficar muito frustada de não poder mais me fantasiar na rua, porque era "pagar mico". Nessa época ainda não tinha voltado a moda de todo mundo sair fantasiado nos blocos...
Já adolescente pude aproveitar quase tudo do carnaval, ia a clubes, ia a blocos, um pouco mais tarde consegui até ir a um Carnaval em Salvador, com direito a Ressaca em Morro de São Paulo. Esse ano vai ficar pra sempre marcado na minha memória! Foi uma doideira, mas valeu super a pena!
Adulta, cheguei a ir a um ou outro bloco de rua, mas não era a mesma coisa... me divertia, mas nem tanto... Agora o meu negócio no carnaval é curtir o tempo fazendo o que quiser... dormir, ir a piscina ou praia, viajar pra casa da sogra, comer, beber, sem muito compromisso... E agora começou o ciclo de Mônica... Ela adora ficar fantasiada, ainda não curte muito os bailes, mas quer ir...
Então pra quem já foi pra pipoca no Carnaval em Salvador... eu quero mais é sombra e água fresca!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Estreiando!

Há muito tempo tenho vontade de fazer um blog sobre assuntos diversos, já que gosto de coisas diversas... E adoro escrever! Vamos ver se vai dar certo!