sábado, 12 de novembro de 2022

A reconstrução democrática é possível?


Como sempre, sumi! Desapareci em meio a agonia da eleição. Não só isso, mas isso principalmente. Ando ainda preocupada e muito cansada. Mas hoje acordei com uma vontade imensa de fazer uma arte e escrever por aqui. Até então, não estava conseguindo fazer quase nada. O que dava para fazer era estudar para as matérias do Doutorado e ler um pouco. Bem menos do que o normal.
Há algum tempo tenho tido vontade de escrever ou produzir algo com relação a sensação de depois da eleição. Um misto de alegria, medo, alívio e ansiedade. Vamos ter que disputar para reconquistar muitos direitos perdidos. Muitos traumas vividos por tanta violência de Estado e tantas mortes sem sentido. 
Nessa última quinta, em uma disciplina começamos a falar sobre a próxima jornada do PPGBIOS. Fiz uma fala que gostaria que o tema fosse sobre democracia, por tudo que estamos passando. Na hora a imagem desse projeto veio na minha cabeça. Na verdade tinha visto a imagem da Le Monde Diplomatique do Brasil e fiquei emocionada. 
Já estava lá guardada nas profundezas e na conversa da aula, essa aí apareceu. Não exatamente essa, porque nunca acontece dessa forma. Mas a ideia estava lá. 
Quando acordei hoje pela manhã, resolvi começar e finalizei agora a noite. Acho que traduz bem o meu sentimento de que estávamos no caixão, mortos e agora chegou a hora de reconstruir esse monstro do Frankenstein que viramos. Serão tempo muito difíceis. 
O consenso é quase impossível com os fundamentalistas que ainda estão por aí, mas não podemos deixar de tentar e nos esforçar para que esse diálogo se dê. E que a gente possa de fato reconstruir um país com mais amor e tolerância. 

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