domingo, 17 de novembro de 2019

Semana de Artes e Ciências


Essa semana participei da Semana de Artes e Ciências do Colégio Centrinho. Fui convidada pela professora Angela Simone de Português. Ela já conhece As Loucas da Papelaria há um tempo e achou que seria interessante eu dar uma palavrinha com alguns alunes e fazer uma oficina de cartões.
Primeiro contei um pouco da história do canal do Youtube e do grupo no Facebook, me concentrando principalmente na troca de cartas. Depois colocamos a mão ma massa e fizemos cartões juntes! 
É uma delícia poder estar com as pessoas ao vivo e poder montar cartões com elas, que como todo mundo já sabe, eu amo fazer! Achei bacana poder falar um pouco desse percurso de quase 3 anos do canal e de falar também um pouco de reaproveitamento de materiais enquanto a gente criava! Até a Angela entrou na brincadeira e fez um cartão também! Foi uma delícia!
Segue algumas fotos tiradas por ela.



quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Meses Difíceis

Olá a todes! Setembro e Outubro foram meses meio complicados por aqui! Coisas boas aconteceram e umas não muito boas e por isso foi tão difícil estar por aqui e manter o blog mais ativo... mas em Novembro, eu espero que tudo isso mude e eu consiga vir aqui toda quarta-feira para compartilhar algo com vcs! Acho que é uma meta e uma possibilidade! Mas como a vida sempre nos surpreende pode ser que tudo mude no meio do caminho! rsrsrs
Até breve e Feliz Dia das Bruxas!

domingo, 22 de setembro de 2019

Meu adeus a Zita

Não sei se tenho o direito de escrever esse texto, pois afinal Zita não era minha. Foi dada a minha mãe pelo Marcello, meu marido. Lembro do momento em que fomos escolhe-la e que minha mãe se apaixonou por ela num primeiro olhar. Aquela gatinha tela plana, com o pelo todo escurinho. Minha mãe logo pensou que seu nome seria Zita. Esse era o nome da minha bisavó que amava demais seus gatos. Eu lembro dela sentada na sua poltrona comendo e alimentando seus gatos de seu próprio prato. Apesar de ser a nojentinha da família, nunca olhei aquilo com qualquer sensação de desagravo, para mim era lindo vê-la rodeada dos gatos e convivendo com eles como pares. Não sei se sou gateira por conta disso, só sei que me identifico com os gatos, me adapto a eles e eles se adaptam a mim. Amo demais todos eles e amo também os gatos que não são meus, como a Zita. Ela me identificava quando chegava na casa dos meus pais e gostava do meu carinho. Ela era um tapete rsrsrs vivia esparramada em algum lugar. Quando era mais nova, gostava de brincar, mas gatos persas são assim, muito preguiçosos... gostam mesmo de ficar no canto deles, tomando um solzinho, felizes com um carinho. Essa bichinha me cativou e sexta-feira ela se foi! A última vez que a vi me deixou muito triste, porque vi que ela não estava mais muito por ali. Mas é duro entender essa história que vivemos mais que eles. É duro vê-los partir. Mas seria muito mais duro viver sem eles! Eles trazem outra dimensão pra nossa vida! Quando a minha gata Milla morreu, ela era um pouco mais velha que Zita, eu não consegui escrever nada sobre isso, mas agora acho que consegui escrever, porque pude elaborar o meu luto. E digo uma coisa pra vocês, valeu cada minuto que estive com ela e sei que ela foi feliz aqui na minha casa. Então, por isso que nunca deixarei de ter gatos. Eles fazem toda a diferença na minha vida e na da minha família. Só não gosta de gatos quem nunca teve um!







quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Sobre as horinhas de descuido




"Felicidade se acha é em horinhas de descuido" - Guimarães Rosa

Acho que não poderia ter frase melhor para definir esse final de semana dividido entre Brasília - DF e Pirenópolis - GO.Da mesma forma que a internet pode separar pessoas tão próximas, ou que deveriam ser próximas, ela também pode diminuir distâncias enormes e pode aproximar pessoas que de outra forma nunca se encontrariam. Assim acontece no nosso grupo do Facebook As Loucas da Papelaria. Assim como em outros grupos, onde pessoas, que tem alguma afinidade em comum, se encontram e criam amizades que vão para além da tela do computador. No nosso caso, a gente já tinha uma outra forma de interação com as nossas cartinhas trocadas durante alguns anos. Assunto de num outro post relativamente recente. E aí, além da troca de cartas, temos a troca de abraços!O que dizer dessa possibilidade?! Nos dias de hoje onde estamos tão privados de afeto e de empatia, imagina poder encontrar pares; encontrar pessoas que compartilham das suas ideias; poder encontrar pessoas que tem um carinho enorme por você, sem nunca ter te visto pessoalmente. Essa tem sido uma experiência ímpar. Pretendo poder repeti-la por onde passar. Já é a segunda vez que me encontro com as pessoas desse grupo em específico, somente por uma questão de oportunidade. Mas se a gente não correr atrás dessas oportunidades, não teremos nossas horinhas de descuido! Obrigada enormemente a Mik Godinho pelo convite e oportunidade dessa viagem incrível! Muito obrigada também a Anamaria, Carol e Morgana por terem ido nos encontrar! Foi um encontro mais que maravilindo! E por último e não menos importante, obrigada a Mônica, Camila e Clara por me aturarem durante todo esse percurso e pela vida! hahahahahha Bora aproveitar a oportunidade de encontrar pessoas e trocar abraços quentinhos?! 

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

A Escolha da Psiquiatria













Ontem foi dia do psiquiatra e me fez pensar em algumas coisas. A escolha profissional é algo que normalmente angustia muito. Ter que decidir o que se quer fazer pra vida toda numa idade tão tenra, é algo que beira a perversidade. Muitos dos meus pacientes ficam extremamente indecisos porque acham que não podem errar, que é uma escolha pra vida inteira. Que se eles se equivocam nesse momento, vão ter perdido um tempo que eles não tem como recuperar. E na verdade não é nada disso. Na verdade isso é só um das "verdades" que o nosso sistema econômico imprimi na nossa cabeça. "Tempo é dinheiro". Então se isso é verdade, se eu perco tempo indeciso na profissão que quero fazer, estou perdendo dinheiro e a oportunidade de ser bem sucedido. Tento trazer leveza pra esses adolescentes e mostrar que é muito melhor "perder" esse tempo agora, do que ficar muito infeliz com a sua escolha no futuro! E que não é proibido trocar de profissão no futuro, não é nenhum pecado! Nós mudamos durante a vida e as nossa percepções também podem mudar. E com isso o que queremos fazer de trabalho.

A minha escolha pessoal de profissão também não foi muito fácil. Sempre fui ligada a área de humanas e artes. Fazia teatro e já tinha recebido algumas indicações de que poderia seguir a carreira. Sempre fui uma pessoa muito comunicativa e extrovertida e adorava ser porta voz dos "fracos e oprimidos", e com isso muita gente achava que tinha que fazer jornalismo. Fiz até alguns testes vocacionais que davam exatamente essa tendência. Mas eu me apaixonei pela loucura, queria entender melhor o sentimento das pessoas e o sofrimento interno delas. Me apaixonei por Freud e pelo que ele dizia sobre as pessoas (claro que  o pouco que conseguia ter acesso e entender com 17 anos, normalmente dito por outras pessoas e não lido na fonte). Cheguei a nesse momento de escolha e angústia a ficar deprimida e iniciar meu percurso na terapia. O que me aproximou ainda mais do tema que tinha guardado lá no fundo como um interesse. Passando por todo esse momento difícil, percebi que realmente aquilo me interessava mais que as outras coisas e me imaginava podendo ajudar as pessoas exatamente como tinha sido ajudada. Ficou somente a dúvida se fazia psicologia ou psiquiatria. Mas a escolha pela Saúde Mental estava feita. Ia trabalhar com a clínica, queria trabalhar com pacientes que pouca gente queria ouvir. Nesse mesmo momento fui tomando conhecimento do movimento de Reforma Psiquiátrica e fui me apaixonando cada vez mais e tendo a certeza de que queria fazer aquilo. Inclusive tendo certeza de que como médica psiquiatra eu ia ter maior poder de ação no sentido do mercado de trabalho e de inserção na reforma, por conta do impacto da fala do médico na nossa sociedade. Queria usar esse poder dado ao médico a favor dos pacientes. 

Entrei na faculdade de Medicina decidida pela Psiquiatria e confesso a você que não foi um percurso nada fácil. Principalmente para uma pessoa que não gosta de ver sangue e nem de fazer nenhum tipo de procedimento! Foi tenso! Mas eu sobrevivi! E quando penso se faria tudo de novo, eu não tenho dúvidas de que escolhi a profissão certa e de que estou no lugar onde deveria estar! Isso não quer dizer que não me imagine fazendo várias outras coisas, porque a gente não se resume a uma só escolha. Mas estou em paz com a que fiz e feliz com os frutos que pude colher e ainda posso pelo caminho. E com meus outros interesses, a gente vai enfiando no tempo de dá e seguindo a vida!

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Conhecendo a Economia Solidária



Por causa do meu trabalho no CAPS Casa do Largo tive a oportunidade de conhecer a Economia Solidária. No CAPS nós temos oficinas que geram produtos artesanais e sempre ficava me perguntando como escoar a produção feita pelos usuários. Foi então que através do Centro de Convivência e Cultura de Niterói que conheci a Casa Azul. Fiz um primeiro contato junto com a Oficineira Lucídia do CAPS e voilá! Me apaixonei pelo projeto! Ontem tive a oportunidade de pela primeira vez ir a Assembléia do Fórum de Economia Solidária do Município de Niterói e fiquei encantada com esse espaço tão potente e tão inclusivo! Mas vamos por partes... Vou tentar explicar com o que ouvi segunda e o que pude pesquisar na internet sobre o tema pra poder compartilhar essa descoberta. 


Economia solidária é definida como o "conjunto de atividades econômicas – de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito – organizadas sob a forma de autogestão." Compreende uma variedade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias (aqui tem banco comunitário!), trocas, comércio justo e consumo solidário.Trata-se de uma forma de organização da produção, consumo e distribuição de riqueza centrada na valorização do ser humano e não do capital, caracterizada pela igualdade. Achei isso revolucionário!!! Daí pensei, tenho que ajudar a divulgar essa ideia! Porque ela é incrível!Isso que escrevi é só uma palhinha do que acontece no dia a dia desse trabalho inspirador!


Pesquisei um pouco sobre a origem desse movimento e encontrei as seguintes informações no Wikipédia: "Pode-se dizer que a economia solidária se origina na Primeira Revolução Industrial, como reação dos artesãos expulsos dos mercados pelo advento da máquina a vapor. Na passagem do século XVIII ao século XIX, surgem na Grã-Bretanha as primeiras trade unions (sindicatos) [5] [6]e as primeiras cooperativas. Com a fundacão da cooperativa de consumo dos Pioneiros de Rochdale(1844), o cooperativismo de consumo se consolida em grandes empreendimentos[7] e se espalha - primeiro pela Europa e depois pelos demais continentes."Lá em muito mais informações sobre isso. Uma ideia realmente incrível e um lugar de respiro nesse momento tão difícil que estamos vivendo! 

Espero ter despertado a curiosidade em vocês para conhecer esse trabalho! Em Niterói, temos a Casa Azul que dá apoio a essa iniciativa e acontece um Circuito Arariboia que circula pela cidade. Nesse circuito, atualmente, são ocupados vários espaços na cidade, como o Campo de São Bento, a Praça Dom Navarro, Terminal Rodoviário e Itaipu, sendo esse o espaço mais antigo onde a economia solidária acontece na cidade. A próxima feira do circuito será no dia 10 de Agosto no Campo de São Bento! Não deixem de visitar e apoiar esse movimento tão rico!
Vou deixar alguns links interessantes aqui para quem quiser saber mais.



quarta-feira, 31 de julho de 2019


Turma da Mônica - Laços




Turma da Mônica - Laços é uma HQ publicada em 2013 pela Panini Comics como parte do projeto super bacana da Grafic MSP, que traz releituras dos personagens da Turma da Mônica sob a visão de artistas brasileiros dos mais variados estilos. Pra quem é apaixonado desde criança por essa turminha, foi uma delícia poder ter várias releituras das suas aventuras pelo Bairro do Limoeiro. Turma da Mônica - Laços foi escrito e desenhado pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi e conta a história da amizade entre as crianças Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, que vivem uma aventura quando saem à procura de Floquinho o cãozinho verde do Cebolinha, que havia sumido de casa. O livro ganhou o 26o. Troféu HQMix nas categorias Edição Especial Nacional e Publicação InfantoJuvenil

Eu já tinha comentado sobre o quadrinista Vitor Cafaggi num outro post aqui sobre o Valente, uma HQ super sensível sobre um cachorro entrando na vida adulta. Ele novamente nesse quadrinho arrasa junto com sua irmã. Agora em Julho de 2019 tive a oportunidade de ver o filme live action do quadrinho. Fiquei realmente encantada com a produção. O que foi a escolha do elenco? As crianças estão ótimas! Elas de fato incorporaram os personagens que amamos tanto. A impressão que dá é que não podiam ter sido outras crianças, que eles foram feitos para o papel! E o que me chamou muito a atenção também foram os cenários e os figurinos perfeitos. Me senti lá no Bairro do Limoeiro na década de 80! Como era uma adaptação sempre mudam um pouco a história e nessa mudança houve uma inclusão que eu amei particularmente, que foi a aparição do personagem Louco interpretado brilhantemente por Rodrigo Santoro. Foi realmente a cereja do bolo! 
Super indico que vocês leiam a HQ e vejam o filme! Uma ótima diversão com um gostinho maravilhoso de nostalgia. Depois me contem aqui o que acharam!

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Sabe aquela coisa que você descobre pelo meio do caminho da vida e quer fazer isso para o resto da vida! Essa foi a sensação ao descobrir o universo do papel! Ele agora faz parte integrante da minha personalidade de tal forma, que não consigo mais deixar de ter contato com isso. Se pudesse, passaria sempre muitas horas mexendo nos papéis! Não que eu não goste do meu trabalho! Eu gosto e muito! Mas quando algo tão especial aflora dessa maneira, acho que não tem como não ouvir!
Então, por isso, me juntando a outras malucas por papel, criamos As Papeleiras Malucas e vamos fazer da nosso prazer, também nosso trabalho.

Comecei nessa história, na verdade, procurando uma maneira de me organizar melhor. Aí comecei a ver muitos vídeos no YouTube sobre organização e encontrei o planner. Isso foi em Agosto/Setembro de 2016. Resolvi então me aventurar nesse mundo e com isso ele se expandiu. Através das comunidades de planner, descobri o mundo postal, o scrapbook, o método bullet journal, happy journal, junk journal, entre outras muitas coisas, um universo de coisas. E me apaixonei perdidamente! hahahah Essa paixão foi amadurecendo e continua amadurecendo a cada dia. Com isso descobri muitas habilidades que nem passavam na minha cabeça que eu tinha. Nunca imaginei que poderia fazer coisas que faço hoje em dia e uma delas foi empreender tão corajosamente junto com minhas amigas queridas, Camila Donnola e Simone B Lopes Alves. E assim nasceu As Papeleiras Malucas. 

Estamos ainda aprendendo com o processo, mas estamos nos esforçando, nos capacitando para fazer desse empreendimento algo grande e maravilhoso pra gente e pra quem nos cerca! Contamos com a ajuda muito próxima de pessoas mais que queridas, como Patricia Pache de Faria e Mik Godinho e o apoio de muitas das nossas amigas do nosso querido grupo do Facebook, As Loucas da Papelaria. Se você quiser nos conhecer, sinta-se a vontade. Estamos no Instagram com o nosso primeiro kit a venda e já nos preparativos do próximo em breve. Então chega, puxa uma cadeira, toma um café e vem criar com a gente!

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Desafios da Adolescência 

nos dias atuais - 

O Paradoxo da Escolha


Final de semana passado fui convidada a falar numa Jornada de Psicanálise da Praxis Lacaniana aqui em Niterói. O tema que me foi encomendado era adolescência. Como sou Psiquiatra e atendo muito essa clientela, me debrucei sobre o tema para poder transmitir algo que falasse da minha experiência para os psicanalista e aspirantes a psicanalistas da platéia. 

Como de costume, cheguei antes da minha fala para ouvir as outras pessoas convidadas e ver se o que tinha escrito, fazia sentido naquele ambiente. Afinal, não sou psicanalista, apesar de ter uma grande afinidade com o tema. E aí fiquei um pouco angustiada, sem saber o que escolher, se falava meu texto, se falava outra coisa e lembrei imediatamente do Paradoxo da Escolha, que fui apresentada recentemente por um paciente novo.

Na verdade eu fiquei feliz de achar um nome e uma organização de pensamento para algo que eu já entendia como sendo um problema, mas que não estava sistematizado na minha cabeça, como estava na cabeça de Barry Swartz, que organizou a ideia! Já quero comprar o livro dele! Porque faz muito sentido pra mim e eu estava vivenciando isso exatamente naquele momento!

Então imediatamente eu pensei, preciso falar sobre isso, sobre a angustia de ter que escolher e o quanto isso tem afetado a nossa "felicidade" e o quanto isso tem adoecido os adolescentes.

Sendo bem reducionista, essa teoria nos fala o quanto ficamos insatisfeitos pela quantidade de escolhas que temos, um número cada vez maior de escolhas! Existe um certo dogma que quanto mais escolhas você tiver, mais liberdade tem! Só que quanto mais escolhas tem, mais confuso você fica do que escolher e mais frustrado fica de estar estagnado diante das escolhas que não consegue fazer. É esse efeito que causa nas pessoas: estagnação.

Agora vamos transpor isso para uma fase da vida que já é difícil, que que já tem escolhas a serem feitas, decisões a serem tomadas que por si só já angustiam muito. A adolescência é aquela fase que você se vê diante da vida adulta, tendo que fazer o luto dos seus pais da infância, se achar no meio disso tudo, com todas as mudanças corporais, descoberta da sexualidade e ainda tem que decidir a profissão que vai ter para o resto da vida.

Quando eu fui escolher minha profissão tinha meia dúzia de opções e já foi difícil demais! Agora são centenas de opções e opções com poucas diferenças entre si e não se tem maturidade cognitiva e emocional para entender essas diferenças. Isso vira um caldo grosso pra deixar qualquer adolescente ansioso e facilmente adoecido. 

Estamos vivendo numa sociedade e numa cultura extremamente adoecidos. Não é de hoje que os efeitos do "o importante é ser bem sucedido" tem atingido em cheio as gerações. O Ter sendo muito mais importante que o Ser. O dinheiro sendo a única forma de medida da felicidade. E isso tá se mostrando uma falácia. Muita gente que "tem tudo" encontra-se extremamente insatisfeito com a própria vida, deprimido e ansioso. Porque "ter tudo" não garante nada! Principalmente se esse tudo não se apresenta como afeto, troca, relações sociais sólidas, famílias bem estruturadas emocionalmente, sejam elas de que estrutura for. Sem isso, não se tem nada! Então, a única possibilidade de fazer essa passagem com um pouco mais de tranquilidade, ou com menos sofrimento, é estando juntos. Partilhando momentos bons, sendo presente, sabendo que alguém está ali por você, de verdade e não só através do whatsapp. Por uma presença maior, por muitos abraços acalentadores, por muitos momentos partilhados! Juntos!

sábado, 4 de maio de 2019

Como organizo minha leitura?


Desde que ganhei o Kindle, voltei a ler com mais frequencia, porque, a partir dele, pude voltar a ler antes de dormir, o que estava sendo quase impossível antes porque precisava da luz e atrapalharia meu marido a dormir. Com o kindle isso mudou e voltei a ler, mas não com um ritmo que eu queria e que já tive um dia.
Então conheci a Tag - Experiências Literárias e passei a receber uma caixinha mágica com um livro novo por mês e pensei: agora tenho que organizar a minha leitura, porque senão vai embolar tudo. No começo foi bem difícil porque eu acumulei um monte de livros e acabava não lendo nada. Passei 2017 acumulando livros para ler. Em 2018 eu quis fazer diferente. Me determinei a ler o livro da Tag do mês e um livro da Tag que ainda não tinha lido dos antigos. Defini então que leria pelo menos dois livros por mês. Como eu fiz isso? Pegava o livro, via quantas páginas tinha e dividia por 15. Assim eu tinha o número de páginas que tinha que ler por dia para terminar o livro em 15 dias. A minha rotina é meio complicada e muitas vezes não conseguia ler as páginas que determinava, mas tirava os atrasos no final de semana e feriados. Mas levava, e ainda levo, livros comigo para todo lado. Então esperando pacientes, eu leio; numa fila, eu leio; tomando um café depois do almoço, eu leio.
Consegui tirar todo o atraso da Tag e agora estou tirando o atraso dos livros que tenho acumulados em casa que não li e os novos que comprei (não consigo parar de comprar livros - é meio compulsivo). Mas esse ano, fui mais ousada e determinei que leria 3 livros por mês. Fiz o mesmo esquema que antes de separar as páginas. Tem sido bem difícil manter a meta, mas estou conseguindo! Pretendo mantê-la. Tenho lido ainda também os livros do kindle e isso tem ajudado na meta também, mas com os livros do kindle, como a diagramação é diferente, acabo não conseguindo muito fazer uma previsão.
Tenho feito alguns vídeos no meu canal do Youtube sugerindo algumas leituras. Vou colocar os links aqui embaixo para que vcs possam acessar e ver as minhas dicas. É importante dizer que são somente dicas, não tenho a intenção de ser critica literária e nem nada assim rsrsrs. São somente livros que gostei de ler e falo um pouquinho sobre eles.
Espere que gostem e se inspirem a ler mais também!

terça-feira, 30 de abril de 2019


A Rebeldia de Escrever Cartas

Escrever cartas nos dias de hoje me parece um ato de resistência... Resistência, sim. Numa sociedade onde todos se comunicam através de uma tela, escrever com lápis ou caneta, num papel, me parece quase um ato de rebeldia!
Comecei a escrever cartas desde nova, mas nunca tive um fluxo constante. Sempre gostei da magia de receber algo, pelo Correio, que tivesse sido feito por outra pessoa, pensado e enviado por ela. Aquele papel foi tocado, cuidado com carinho e nele tem pensamentos, sentimentos de outra pessoa. Adoro essa sensação. A sensação que aquele papel traz. Sinto algo parecido quando compro um livro no sebo. Sempre imagino de quem foi, quem leu aquelas páginas, como leu e interpretou aquela história. Adoro quando vem assinado, porque aí que minha imaginação vai longe. Mas a carta tem algo a mais, porque todo esse trabalho foi dirigido a você.

Comecei trocar cartas de uma maneira mais sistemática desde 2017 num grupo destinado a outros assuntos, mas surgiram algumas trocas temáticas de cartas e comecei a participar de todas. Além disso, tinha uma lista de aniversariantes do mês. Eu amava demais enviar cartões de aniversário para todos da lista, mesmo sem conhecer. Ainda hoje tenho muita vontade de continuar fazendo isso, mas infelizmente não tenho tido muito tempo para colocar a minha correspondência em dia e com isso tenho priorizado as cartas que preciso responder. Tenho correspondentes desde esses primeiros meses e com quem troco até hoje e sempre aparecem correspondentes novas. 
O que mais acho interessante nesse movimento é o quanto isso de fato tem aproximado as pessoas. Porque além das cartas, as pessoas estão se encontrando de fato, ao vivo e toda essa troca de carinho tem sido essencial numa sociedade tão vazia de afeto como estamos vivendo hoje. Recebo relatos maravilhosos de verdadeiros encontros de almas através das cartas... muitos abraços partilhados, muitas vidas partilhadas. Fico muito feliz de participar de todo esse movimento.

Existe um movimento internacional grande de troca de cartas hoje em dia. Existem muitos grupos no facebook, muitos perfis no Instagram dedicados exclusivamente a isso. Tem grupos como As Loucas da Papelaria, que esse não é o foco principal, mas acontecem muitas trocas temáticas  e livres por lá. Além disso, tem lugares onde você pode escrever cartas para idosos, por exemplo e poder preencher um pouco a vida dessas pessoas institucionalizadas. 
E aí? Ficou com vontade de escrever algo pra alguém? Escreva, marque pra tomar um café, esteja com as pessoas! Isso fará, com certeza, toda diferença na sua vida!

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Habibi


Fui apresentada a esse livro pelo meu pai, que como alguns já sabem, é super fã de quadrinhos. Demorei muito tempo para iniciar a leitura por se tratar de um livro muito grande, que não dá para ser carregado por aí, como a maioria dos livros que costumo ler. Então tinha que ser em casa e infelizmente nem sempre tenho muito tempo de ler em casa no dia a dia. Mas consegui! Fiquei completamente apaixonada pela história! Muito feliz de ter aceito o desafio de ler um livro tão grande! Rsrsrs Mas quadrinho, mesmo sendo grande, normalmente flui muito mais do que livros em prosa e acabei terminando muito antes do esperado.

O livro foi escrito por Craig Thompson, que já havia feito um enorme sucesso com a premiada grafic novel Retalhos, que ainda não tive a oportunidade de ler. O autor nasceu em 1975, nos Estados Unidos e em 1999 iniciou sua carreira como quadrinista.

Habibi se trata de uma saga de dois escravos fugitivos, uma garota e um bebê, que se unem e se separam durante a história. Dodola e Zam crescem juntos, isolados num navio naufragado no meio do deserto, e passam o tempo contando histórias sobre a origem do Islamismo e suas tradições. Somos levados a um lugar fantasioso em algum ponto no Oriente onde observamos uma forte crítica social e com relação a problemas ecológicos no contexto.

Craig Thompson levou 7 anos pesquisando e escrevendo esse livro, então o que temos em mãos é um trabalho muito dedicado e minucioso em relação ao contexto Islâmico. De fato um livro muito impactante! Vale a leitura!

Habibi - foto de divulgação

Craig Thompson - foto de divulgação

terça-feira, 9 de abril de 2019





Quando o virtual transborda amor para o real


Nesse final de semana teve um outro encontro da Tag - Experiências Literárias e fiquei muito tocada com a mudança de Estado de uma das participantes do grupo, na verdade, nossa anfitriã há quase 1 ano nos encontros. Percebi, no momento que ela falou da sua saída, o quanto já estava conectada a ela e nem tinha me dado conta de quanto sentimento estava presente ali.

E aí tudo isso me fez pensar o quanto é importante no meio desse momento tão virtual, onde as relações se dão através de uma tela fria, mantermos esse contato real, na vida real...

Participo de duas grandes comunidades na internet. Uma comunidade tem relação com meu hobby por papelaria, planner, mundo postal. A outra comunidade relacionada a um outro hobby importante para mim, que é a leitura. Frequento muitos grupos com esses temas e no caso da papelaria, tenho até o meu próprio grupo.

Desde o início, conhecendo as pessoas através do mundo virtual, me sentia impelida a estar com aquelas pessoas, que elas fizessem, de alguma forma, parte da minha vida de maneira mais concreta! Queria poder sentar, tomar um café e conversar longas horas com as pessoas com quem me relacionava pela internet através desses grupos. Nos grupos de papelaria, tem também muitas trocas de cartas e isso ajuda ainda mais a aproximação. Não tem mais a tela entre vocês e o que você recebe foi tocado pela outra pessoa, criado por ela, pensado por ela para te levar carinho... e isso já faz toda diferença.

Mas ainda faltava algo. Ainda faltava o toque, o abraço. Eu não sei quanto a vocês, mas sou super abraçadeira! hahahahah Adoro dar e receber abraços... e isso me faz falta, esse contato. Então eu comecei a frequentar e ajudar a organizar esses encontros entre pessoas e posso te dizer que está sendo cada vez mais incrível estar com pessoas e ter relações reais, verdadeiras, cheias de carinho, sem a tela fria de interlocutora. Acho que a gente está realmente precisando mais disso! Acho importante demais, num momento de tanta intolerância e de tanto descaso com o humano, que cuidemos de ser mais humanos!

Se você é de café, chame para um café, se você é de chopp, tome um chopp! Mas não deixe nunca de estar no mundo real com pessoas queridas. Sim, relacionamentos ao vivo tem problemas, as pessoas não vão dizer sempre o que você quer ouvir e você não vai poder bloquear e desligar no meio de um encontro real, mas as experiências serão muito mais enriquecedoras para sua vida!

Deixo aqui para vocês, fotos dos meus últimos encontros com essa galera linda que conheci através da internet, mas que já fazem parte da minha vida! Experimentem... Vai doer as vezes, como a saudade que a Larissa Bosco vai deixar, mas valeu a pena cada segundo que pude passar com ela ao vivo. E não pensa que você se livrou de mim, porque agora você passará a ser minha correspondente e vamos trocar muitas cartinhas ainda!

2o. Encontro d'As Loucas da Papelaria

Último Encontro da Tag - Experiências Literárias

Nova geração de leitoras e amigas através do encontro da Tag

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019




Encontros da Tag-Experiências Literárias





Era uma vez uma menina que amava ler, mas a vida foi ficando atribulada e ela não deu mais conta de manter o seu hábito de leitura... E muito tempo se passou sem ela ler nadica de nada... só coisas de estudo... então ela ganhou um Kindle de presente e muita coisa já melhorou... ela voltou a ler com mais frequência e o Kindle virou seu amigo inseparável! Porém ela sentia que faltava algo... Até que ela viu que um amigo sempre postava no Facebook livros lindos e super intrigantes, porque ela conhecia alguns títulos, mas não conhecia todos... E assim começou o seu namoro com a Tag! Demorou um tempo para ela se render a assinatura, porque pensava que não ia ter tempo, não ia compensar, tenho muitos livros em casa... mas num é que ela acabou assinando e hoje se sente a leitora mais feliz do mundo!!!
Mas, afinal o que é a Tag?! Nada mais é que um clube do livro. Nós pagamos por uma assinatura, onde recebemos um livro por mês, indicado por um curador super bacana e acompanhado sempre de uma revistinha sobre o livro e um brinde... Entretanto o que mais gosto dessa experiência são os encontros para discutir os livros! Isso é bom demais!!!! É maravilhoso poder discutir o livro que vc acabou de ler com alguém... É maravilhoso poder estar junto com outras pessoas... junto de verdade, não só através de uma tela... para mim isso é o melhor que a Tag pode proporcionar de experiência literária para mim!!!
Se você quiser saber mais sobre a assinatura, sobre os livros e sobre os encontros, deixa o seu comentário aqui que faço um post sobre essas coisinhas todas!
Só lembrando que não sou patrocinada pela Tag, sou uma assinante comum!!!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Mary Poppins!!!


Quando fui finalmente a Disney com Mônica em Janeiro de 2016, um dos parques que mais gostei de visitar foi o Epcot. Principalmente por conta do passeio pelos países... Gostei de várias coisas que visitei no parque, mas gostei principalmente da Inglaterra. E não foi só porque tava rolando um show super bacana com várias músicas dos The Beatles, nem por causa da casa de chá maravilhosa da Twinings, que amo demais... mas por causa dos personagens. Lá encontramos o Ursinho Pooh e o Tigrão, a Alice e a mais especial e praticamente perfeita Mary Poppins!
Sempre fui completamente apaixonada pela personagem, mas lá fiquei ainda mais apaixonada... Ela foi encantadora, queria saber como eram as boas maneiras no Brasil, conversou conosco como se não tivesse fila pra tirar foto com ela! hahahahaha Foi um encontro incrível!
Há muito esperava por um novo filme dessa personagem e finalmente ele foi lançado. Num primeiro momento, a gente fica morrendo de medo de que não seja muito legal... que estraguem o filme e toda a magia! Mas não... achei o filme praticamente perfeito!
Primeiro, preciso começar falando da própria personagem, não podia ser de outra forma. A Emily Blunt está maravilhosa no papel. Acho que ela conseguiu captar a essência da personagem e honrou com sua atuação todo o trabalho feito pela Julie Andrews. Apesar delas terem algumas diferenças sutis, não houve uma quebra no personagem, como acontece em alguns remakes ou reboots de algumas histórias. O Lin-Manuel Miranda também está ótimo. Apesar de ele não estar fazendo o personagem Bert, ele entrou nesse lugar de alguma forma, porque é uma referência.
Achei muito bacana também a quantidade de referências ao filme antigo que aparecem a todo momento. Eu quis rever o primeiro Mary Poppins recentemente e achei um monte de cenas que tinham tantas relações diretas... fantástico... não vou falar aqui, porque não quero dar spoiler nesse texto! hahahahah
Duas incríveis participações no filme também merecem ser comentadas: A Meryl Streep que como sempre está impecável!!!! A cena dela faz referência a cena do tio da Mary Poppins do primeiro filme e sinceramente, achei a cena infinitamente melhor. Não só pelo conteúdo da cena, mas pela deslumbrante performance da atriz! Outra cena imperdível foi a do aparecimento do Dick Van Dyke! Meldels, ele nem parece ter a idade que tem! Impressionante a habilidade dele e que momento épico do filme! Emocionante de ver!
A trilha sonora está maravilhosa e tem algumas músicas em especial que são muito tocantes. Gostaria de destacar a Nowhere to go but up! Essa música me marcou durante o filme e pra mim numa das cenas mais lindas do filme! E super útil e pertinente para o nosso momento sombrio atual! Pena que não teve nenhuma música repetida, gostaria de ter revisto pelo menos a Supercalifragilisticexpialidocious. Fiquei esperando por essa música o filme inteiro.
Conclusão, Mary Poppins voltou na hora certa para nos animar e podermos ver o mundo com outros olhos, de cabeça pra baixo, mudar a nossa perspectiva!
Espero que vcs vejam o filme, porque super vale a pena e tenham gostado desse pequeno texto sobre esse filme imperdível! 

domingo, 6 de janeiro de 2019

Primeira Leitura de 2019!

Ganhei esse livro de amigo oculto do grupo de discussão que tenho participado da Tag- experiências literárias. Foi sorteado na hora e eu tirei a Larissa Bosco, nossa anfitriã, e ela me tirou. A ideia era comprar um livro que fosse importante pra você, como se fosse um curador. Então escolhi o livro Bordados da Marjane Satrapi, a mesma escritora de Persépolis. Achei que fazia sentido comprar um livro que fosse em quadrinhos, pois esse é um gênero que tenho gostado muito e gostaria muito que outras pessoas pudessem ter acesso. Acabou que é um livro que ainda não li, mas como li e vi o filme Persépolis, achei que deveria ser tão bom quanto e estava na minha lista de desejos. 
Eu ganhei Úrsula de Maria Firmina dos Reis. Na hora que abri o livro não tinha a menor ideia do que se tratava. Soube depois que estava um certo frenesi em torno desse livro por conta do centenário de morte da autora. Larissa me disse que escolheu o livro por se tratar do primeiro livro escrito por uma mulher negra no Brasil. Daí já me interessei!
Qual não foi a minha surpresa que na verdade o livro tinha sido escrito em 1859!!!!! Vocês conseguem imaginar uma mulher negra escrever um livro nessa época?! O processo de fim da escravidão começou 9 anos antes com a Lei Eusébio de Queirós, que proibia a entrada de africanos escravos no Brasil... Somente 21 anos depois, houve uma nova "conquista", que foi a Lei do Ventre Livre e em 1885 a Lei dos Sexagenários, para somente em 1888 ser assinada a Lei Áurea! Todo um processo muito lento e cruel.
Fico imaginando como deve ter sido o lançamento desse livro nesse contexto. Maria Firmina não era escrava, recebeu educação formal e viveu durante um tempo de sua vida com certo conforto, o que favoreceu e muito que pudesse ter escrito o livro. Ainda sim, acredito que tenha sido vista como uma ousadia grande para época.
O livro, apesar de tocar forte nas falas de seus personagens em ideias abolicionistas, não se trata de um tratado sobre isso. Na verdade, nem os personagens principais do romance são negros, o que me deixou um pouco decepcionada. Na verdade se trata de um romance com muitas voltas onde temos muita tragédia para temperar o livro. Sua linguagem é bem difícil e por várias vezes tive que recorrer ao dicionário, pois não são usadas palavras correntes do nosso vocabulário. Ainda sim uma leitura interessante e necessária.
Essa edição vem com dois textos antes do livro em si que eu preferiria ter lido ao final. Sugiro ao leitor, que leia somente depois de ter lido o romance, porque de fato são longos e acabam dando muito spoiler do livro em si. Acho interessante dar uma pesquisada sobre o livro, a autora e o contexto histórico antes, mas não tão profundo como é colocado nesses dois textos.
Além da linguagem da época, a religiosidade é algo marcante no texto, que também tem relação direta com seu contexto histórico. Presente em quase todos os momentos do romance e conduz um pouco as ações de muitos personagens do livro até o seu final.
Bem, como vcs já sabem, esse blog não tem nenhum compromisso em fazer uma crítica literária aprofundada, só tem o interesse de sugerir algumas coisas que venho lendo ou vendo por aí para que vcs possam ter algumas ideias e sugestões.